O eterno mensaleiro Valdemar disse, numa entrevista à Band, que alguns patriotas andaram pressionando prefeitos para que os municípios investissem recursos no Banco Master. O problema do Brasil é que as decisões públicas são tomadas por essa gentalha corrupta. No caso do Petrolão, apurado pela finada Lava Jato, eles superfaturavam obras públicas e distribuíam a grana roubada em diversos esquemas de propinas que tentavam simular operações financeiras legais. No caso do Banco Master, eles perderam a vergonha e passaram desviar a grana diretamente na fonte, num grande e complexo ecossistema (a palavra tá na moda!) de carteira de créditos fajutas. Tudo era negociado em operações financeiras legais. A roubalheira, portanto, era dupla: na origem e depois ludibriando os investidores gananciosos com a promessa de 140% do CDI. E a gente fica aqui lendo as excelentes matérias da Malu Gaspar sem nenhuma surpresa. Porque são sempre os mesmos esquemas e sempre as mesmas pessoas. O Brasil é uma festa. Mas você, infelizmente, nunca é convidado. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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terça-feira, 10 de março de 2026
#OBrasilÉUmaFesta
#NaGôndolaDoMainardi: Futebol e Nazismo
#NaGôndolaDoMainardi: Futebol e NazismoAté que ponto é correto minimizar os episódios de intolerância no esporte?
O Neim está republicando as crônicas que Mainardi escreveu para a revista Veja – e que a revista, curiosamente, excluiu do seu site. Futebol e Nazismo(publicado em 16 de fevereiro de 2000 - Veja, ed. 1636)Participei de uma mesa-redonda sobre futebol na TV italiana. Foi a experiência profissional mais deprimente da minha vida. Nunca imaginei que fosse me rebaixar a tanto. Mesa-redonda na Itália é igual a mesa-redonda no Brasil: análises técnicas sobre as partidas do domingo anterior, queixas contra juízes e uma infinidade de intervalos comerciais para anunciar lojas de material de construção e alarmes antifurto para automóveis. Tratando-se de um programa da TV italiana, é claro que não poderia faltar a apresentadora sensual com o vestido decotado e cabelos oxigenados. O meu único consolo é que, como em qualquer lugar do mundo, mesa-redonda sobre futebol dá traço de audiência. Ou seja, ninguém teria tomado conhecimento do meu vexame se eu não tivesse resolvido alardeá-lo aqui em VEJA... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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#DadoComoCancelado
Ele tem dado em casa? (Desculpe, não aguentei) Vocês já estão sabendo que o Dado Dolabella se filiou ao MDB para se candidatar a deputado federal, certo? Se não souberam, saibam também que ele já foi desligado do partido. A filiação durou pouco. Pelo visto, menos que o entusiasmo inicial do próprio MDB. Ele deve ter se sentido mais rejeitado que aquele macaquinho que adotou um macaquinho de pelúcia. No vídeo de apresentação, o presidente do partido no Rio de Janeiro, Washington Reis, faz uma introdução empolgada. Diz que Dado é “um homem de princípios bons da sociedade” e que tem “compromisso com a família”. 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏 👏👏👏👏👏👏👏 Só que dias depois o próprio Washington Reis anunciou o cancelamento da filiação, depois da pressão da ala feminina do partido. Parece que alguém dentro dessa ala do MDB resolveu assistir ao vídeo de apresentação com mais atenção. Especialmente a parte em que ele diz que o ator vai “arrebentar a boca do balão”. Uma dessas mulheres deve ter se perguntado: será que vai ser só a boca do balão? A situação também levanta uma dúvida básica. Ninguém puxou a capivara do cidadão antes de aceitar a filiação? Porque o histórico do Dado não é um segredo escondido na deep web. É coisa que aparece na primeira página do Google. Às vezes antes da própria página terminar de carregar. O processo de seleção do partido provavelmente seguiu um método simples. É famoso? Filia!No mesmo vídeo de apresentação aparece outra frase curiosa. Washington Reis diz que o MDB está “vindo com a corda toda”. Talvez ninguém tenha percebido que a corda podia acabar no próprio pescoço do partido. Imagina um departamento o gerente de uma empresa falando pro candidato:
Mas a parte mais interessante dessa história é outra. Todo mundo conhece o Dado Dolabella. Se um caso tão notório passa pela peneira de um partido político, imagina os casos que ninguém conhece. Às vezes parece que a peneira da política brasileira funciona de um jeito curioso. Se vai trazer mídia para o partido, passa. Se só trouxer caráter, aí já não é o suficiente. Depois chega a eleição, o eleitor olha para a urna e faz a pergunta clássica.
Às vezes a resposta é mais simples do que parece. Ninguém filtrou antes. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |



