#EleiçõesNaColômbiaNo segundo turno, os colombianos terão escolher entre o pacifismo e a tolerância zero contra o crime
A Colômbia acordou dividida entre dois nomes que parecem saídos de países diferentes. No primeiro turno presidencial, Abelardo de la Espriella, advogado de direita, terminou à frente, com cerca de 43,7% dos votos, seguido por Iván Cepeda, senador de esquerda apoiado pelo atual presidente, Gustavo Petro, com cerca de 40,9%. A decisão ficou para 21 de junho, quando o eleitorado terá de escolher entre a promessa de entre o modelo de ajustes econômicos impopulares e “tolerância zero” contra o crime de Espriella, e da estagnação econômica e o projeto social e pacificador do petrismo, representado por Cepeda. Espriella construiu sua campanha como uma cruzada. Autodenominado “O Tigre”, fala em enfrentar guerrilhas, narcotraficantes e grupos armados com a mão forte do Estado: prisão, megacárceres, punição e, se tudo falhar, sepultura. Inspira-se, na segurança pública, no imaginário do salvadorenho Nayib Bukele, e flerta, na economia, com o libertarianismo estatal de Javier Milei. É o candidato que acolhe o cansaço de uma sociedade sitiada pelo tráfico de drogas, pela extorsão, pela mineração ilegal e pelo medo de que a paz tenha virado apenas outro nome para a impunidade. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Cepeda, por sua vez, carrega outra biografia política. Filho de um senador assassinado por paramilitares de direita, representa a memória das vítimas e a aposta na negociação como saída possível para um país que conhece bem o preço da guerrilha. Sua candidatura herda os avanços sociais reivindicados por Petro — salário mínimo, horas extras, redistribuição de terras, agenda ambiental e direitos humanos —, mas também o desgaste de uma política de “paz total” acusada por adversários de ter fortalecido os próprios grupos que pretendia desarmar. A nota tragicômica ficou por conta do presidente Gustavo Petro, que se recusou a aceitar o preconteo, a contagem preliminar dos votos, alegando inconsistências e registros eleitorais suspeitos. Ele disse que só aceitará o escrutínio oficial das comissões competentes. Na Colômbia, a própria autoridade eleitoral distingue o preconteo informativo do resultado juridicamente válido. Se fosse no Brasil, talvez a desconfiança pública diante de uma contagem preliminar da autoridade eleitoral bastasse para ferir os ouvidos sensíveis de algum magistrado habituado a confundir os âmbitos pessoais e profissionais, principalmente quando o assunto envolve contratos milionários com banqueiros de reputação duvidosa. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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segunda-feira, 1 de junho de 2026
#EleiçõesNaColômbia
#FilhinhoDoDiabo
Quem diria, hein? O príncipe herdeiro das rachadinhas, o Willy Wonka do dinheiro em espécie, o Senador que sempre “vota sem saber” nas pautas, o lord das mansões compradas com dinheiro vivo, o magnata da bilheteria suja de cinema revelou-se... um mentiroso internacional! Chocante, eu sei. Jamais poderíamos esperar isso de tão honrado cidadão! Os Estados Unidos terminaram a semana desmentindo (mais uma) pataquada estratosférica do clã Bolsonaro. Dessa vez, Flávio Bolsonaro resolveu fazer cosplay do Bananinha e inventou para si um “mérito” entreguista de dar vergonha alheia. Ou você já teve a amnésia seletiva de esquecer quando o Eduardo, aquele vagabundo, no ano passado, bateu no peito com orgulho para assumir o espetacular “Mérito Patriota” de fazer o Trump aumentar a taxação contra o Brasil? Aquele canalha seria um verdadeiro herói da sabotagem nacional se, mais tarde, não tivesse vindo a público que ele não teve mérito porcaria nenhuma no anúncio de Trump - que, inclusive, nem sequer foi concretizado no mundo real. Agora, na tentativa patética de limpar a imagem do dinheiro sujo do Vorcaro (que ele desviou daquela atrocidade cinematográfica), Flávio teve a audácia de mentir que foi graças a ele que Trump “ganhou permissão” para declarar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas no Brasil. O delírio de grandeza dessa gente só se sustenta porque as pessoas que ainda acreditam nela são, claramente, seres com capacidade mental inferior à de uma planta. Sinceramente? Eu não dou a mínima se os EUA resolverem brincar de tiro ao alvo com traficante por aqui. O Estado brasileiro é um inútil, covarde e inoperante, então, que terceirizem o serviço para quem quer fazer. Mas é preciso ter o QI de uma ameba para não admitir que o Tio Sam não dá a mínima para a segurança ou para a dignidade dessa massa de manobra de terceira categoria chamada “povo brasileiro”. Então, qual é o verdadeiro interesse dos Estados Unidos em declarar terrorismo no Brasil? Apenas questionar isso, na cabeça oca de um bolsonarista, é “antipatriótico”. Patriota mesmo é desviar dinheiro podre de bilheteria falsa para bancar vida de luxo nos Estados Unidos às nossas custas. A família Bolsonaro adora encher a boca para latir que o Brasil é refém do crime, agindo como quem nunca esteve no poder e nunca teve a chance de mudar alguma coisa. Falam de criminalidade como se o próprio Flávio não tivesse uma ficha mais suja que pau de galinheiro. Gritam contra a impunidade no país, apagando convenientemente da memória que o próprio patriarca fez um acordão vergonhoso com o sistema só para livrar o filhote mimado da cadeia. Nunca é demais lembrar que a Lava Jato decolou sob um governo petista, e o Lula foi solto sob a complacência de um governo bolsonarista. Bolsonaro, o cristão que nunca leu a Bíblia, adorava citar durante a sua campanha “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará". Eu tenho outro versículo bom para Bolsonaro e os seus filhos: "Vocês pertencem ao pai de vocês, o Diabo, e querem realizar o desejo dele. Ele foi homicida desde o princípio e não se apegou à verdade, pois não há verdade nele. Quando ele mente, fala a sua própria língua, pois é mentiroso e o pai da mentira." João 8:44 Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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#ÀEsperaDoApocalipse
#ÀEsperaDoApocalipseO bilionário Peter Thiel já esta se preparando para o fim do mundo
Ele mudou recentemente para Buenos Aires. Não foi uma mudança anunciada com fanfarra, mas um pouso silencioso de um bilionário que carrega mais influência do que muitos governos, inclusive o Argentino. Instalou-se em Barrio Parque, o pedaço mais aristocrático da capital portenha. Ali, na rua Dardo Rocha, comprou uma mansão de cerca de US$ 12 milhões, negócio que fez o mercado imobiliário local suspirar mais do que uma viúva rica diante de um gigolô com terno italiano. A casa tem algo de palácio europeu transplantado para a capital do fim do mundo. São cerca de 1.600 metros quadrados desenhados por Alejandro Bustillo, arquiteto responsável por monumentos que ajudaram a construir a fantasia elegante da Argentina do século XX. A fachada acadêmica francesa permanece intacta, severa e monumental, enquanto o interior foi totalmente desconstruído para satisfazer o gosto – ou falta dele – contemporâneo dos ultrarricos: escadarias de mármore, dezenas de suítes, home office, sala de ginástica e algum jardim hitech protegido do olhar dos mortais. Do outro lado da rua vive Susana Giménez, uma espécie de realeza midiática decadente de uma Argentina que não existe mais. ... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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