A escola de samba que homenageou o Lula foi rebaixada. Óbvio que isso ia dar errado. Desde quando Lula combina com escola? Quando falaram que uma escola de samba ia homenagear o Lula, eu pensei: “Ué… mas já não fizeram isso em 2022?” Aí fui conferir na internet e não tinha nada a ver. Foi outro demônio que homenagearam. Bom, seja como for, antes da escola ser rebaixada, quem ficou realmente rebaixado foram Paulo Vieira e Marcelo Adnet. Oficialmente deixaram de ser humoristas e foram rebaixados para propagandistas. É triste ver comediante que se diz iconoclasta desfilando na avenida lambendo as botas de um velho ladrão. Aliás, eu nem vi desfile nenhum. Alguém sabe me dizer se o Paulo Vieira usou tapa-sexo nos peitos? E o Marcelo Adnet? Comeu alguém em público e traiu a esposa ao vivo de novo ou esse ano foi mais discreto? Eu vi por cima uma discussão na internet porque fizeram uma “família em conserva”. Isso não foi fiel ao homenageado. Todo mundo sabe que o Lula prefere conservar as coisas no álcool, não na lata. E todo mundo sabe que única conserva que a família do Lula gosta é o dinheiro do INSS conservado em paraíso fiscal. Fora isso, houve ainda a polêmica de que o desfile teria sido propaganda eleitoral antecipada. Se foi isso mesmo, preciso dizer que gastaram dinheiro à toa. Esse tipo de propaganda não funciona comigo. Eu tenho tanta raiva de carnaval que passei anos odiando índio e faraó sem eles nunca terem me feito nada, só porque todo ano alguma escola de samba sempre aparece com esses temas no desfile. Agora, se formos honestos, o lugar do Lula é reinando na Sapucaí mesmo. Onde mais você vê uma multidão de gente fudida rindo feliz, sem motivo algum, enquanto um monte de bicheiro e golpista lucra às custas dela por trás das cortinas? Por fim estou curioso pra saber se o STF vai entrar em ação e anular o rebaixamento da escola do Lula em nome da democracia. Mas é isso aí. O Carnaval do Lula foi igual o seu o governo: um fiasco. Quanto a mim, sigo ansioso para ver o Lula homenageado em uma nova marchinha, não carnavalesca, mas fúnebre. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026
#LulaRebaixado
Diário e rememoração, VI
Diário e rememoração, VI Por Alexandre Sartório Hoje li um pouco do Investigações Filosóficas, do Wittgenstein, que tenho na minha biblioteca, na edição de Os Pensadores. Já nas primeiras cinco ou seis páginas, aparecem, além de uma análise de um comentário que Santo Agostinho faz sobre a linguagem, as categorias de ‘jogos de linguagem’ – “Podemos também imaginar que todo o processo do uso das palavras em (2) [que é o exemplo que o filósofo dá na §2 da conversa entre dois pedreiros, que usam apenas substantivos simples] é um daqueles jogos por meio dos quais as crianças aprendem sua língua materna. Chamarei esses jogos de ‘jogos de linguagem’, e falarei muitas vezes de uma linguagem primitiva como de um jogo de linguagem.” e “Chamarei também de ‘jogos de linguagem’ o conjunto da linguagem e das atividades com as quais está interligada” (ambas em Investigações Filosóficas, p. 12); assim, o termo tem significado mais ou menos aberto, apesar de o segundo ser mais abrangente, e menos diretamente vinculado à ideia de ‘jogo’ – e de ‘forma de vida’ (Lebensform), que acho fascinante e talvez um tanto traiçoeiro: “Pode-se representar facilmente uma linguagem que consiste apenas de comandos e informações durante uma batalha. – Ou uma linguagem que consiste apenas de perguntas e de uma expressão de afirmação e de negação. E muitas outras. – E representar uma linguagem significa representar-se uma forma de vida” (Investigações Filosóficas, p. 15). Lendo-se este parágrafo associado à leitura do exemplo de §2, entende-se o sentido de ‘forma de vida’ – possivelmente, porque o termo não deve se resumir apenas a isto – como o modo de entender a realidade, e nela viver, de um determinado grupo que compartilha uma linguagem (a língua propriamente e suas expressões, significados etc.); ou como a linguagem constrói um determinado mundo (entendido não como planeta Terra – é aqui que vejo a parte escorregadia, pelo menos para minhas concepções, do termo –, mas como a realidade tal como apreendida por pessoas específicas, ou seja, “seu mundo”)... Continue a leitura com um teste grátis de 7 diasAssine Livraria Trabalhar Cansa para continuar lendo esta publicação e obtenha 7 dias de acesso gratuito aos arquivos completos de publicações. Uma assinatura oferece a você:
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