
Em O Beco do Pesadelo, Guillermo del Toro faz da banalidade um reflexo sombrio da condição humana
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| O beco do pesadelo (Nightmare Alley, 2022) de Guillermo del Toro, é um filme que exige paciência. Seu ritmo é deliberadamente lento, arrastando-se entre fumaças, néons e silêncios desconfortáveis. Mas é nesse compasso que a narrativa ganha peso: cada cena parece querer nos fazer olhar mais fundo, além do verniz elegante do noir, e do excelente design que cria o ambiente circense que se expressa na história. O contraste do ambiente popular do circo com os sofisticados clubes de entretenimento, demonstram o abismo da condição humana. As reflexões que emergem daí são cortantes — sobre a ambição, a mentira, e, sobretudo, o quanto a civilização pode ser apenas uma fina camada sobre nossa natureza mais rudimentar. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você: | Publicações apenas para assinantes e arquivo completo |  | Comente nas publicações, participe do chat e junte-se à comunidade |
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