#Interlúdio: o que restou da DireitaA Nova Direita não é nova; é apenas um pastiche do que se convencionou a chamar “revolução conservadora”
(Excerto do livro O que restou da política, Diogo Chiuso, ed. Noétika, 2022). Nas Reflexões sobre a Revolução na França, Edmund Burke diz que “é com infinita precaução que qualquer homem deve se aventurar em demolir um edifício que tenha respondido num grau tolerável, e por um longo período, aos propósitos da sociedade, ou em construí-lo novamente, mas sem ter os modelos e padrões de comprovada utilidade diante dos seus olhos”. A política é limitada pelas circunstâncias e também pela capacidade de a população compreender os rumos que podem ser benéficos ou prejudiciais à humanidade. Assim nasceu a direita: da preocupação de uma mudança radical que pretende recomeçar tudo do zero, abandonando totalmente a experiência anterior, destruindo todo o edifício, enquanto ainda se encontra dentro dele. Claro que muitos escolheram o lado da história que pudesse manter apenas seu status quo, afinal, quem colocaria tudo a perder na expectativa do advento de um novo mundo? Portanto, a direta não se resume apenas à questão de ordem estabelecida, ou de status quo a se manter. Nas suas Reflexões sobre a Revolução na França, Burke diz que é preciso computar os ganhos: “ver o que se alcança com especulações presunçosas e extravagantes” que “ensinam a desprezar todos os seus antecessores e todos os seus contemporâneos, e desprezarem a si mesmos ao ponto de se tornarem verdadeiramente desprezíveis. Ao seguir as falsas luzes, a França pagou caro por calamidades incontestáveis”. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Continue lendo este post gratuitamente no app Substack
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domingo, 25 de outubro de 2026
#Interlúdio: o que restou da Direita
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