Apostando numa jogada arrojada o governo resolveu acabar com as bets. O Lula podia aproveitar o embalo e também proibir a corrupção e a miséria mas, parece, que neste caso existe conflito de interesses. Nunca me interessei por sites de apostas, assim como corrida de cavalo, casino, roleta, bacará ou pôquer. Me conformo apenas em ser feliz no amor. Acabar com as bets é como botar a pasta de dentes de volta pro tubo, uma tarefa para a ex-presidentA Dilma Roussef. Pior ainda, e já vou prevenindo que serei chulo: seria como querer reintroduzir o bolo fecal no reto final do aparelho digestivo. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. Acho que colocam laxante na caixa d’água de Brasilia, há uns 70 anos mais ou menos. Não satisfeitos com a cag@#$%da federal, os gênios do Planalto estão fazendo uma maior ainda. Amanhã mesmo, na mesma internet, começam a operar os “sites clandestinos” de apostas que, uma vez sendo “fora da lei”, não devem mais nenhuma obrigação a ninguém, inclusive de pagar os prêmios para os apostadores. A jogatina só é bom negócio para quem banca as apostas. Não fosse assim a máfia americana não teria feito Las Vegas. Se apostar fosse uma política social efetiva de distribuição de renda, todos os cassinos seriam propriedade da Santa Casa de Misericórdia e haveria uma ordem sacerdotal dos Crupiês Recoletos de Pés Descalços. O problema das bets está no algoritmo que é feito para transformar qualquer jogador eventual em apostador compulsivo que joga o salário, a casa, o carro e a mãe para continuar tentando a “sorte grande”. Se a Janja ler o que eu escrevo acredito que ela vai convencer o Lula a proibir os algoritmos, do mesmo jeito que o comborço mandou jogar fora o sofá da sala depois que surpreendeu a patroa com o padeiro em animada conjunção carnal no móvel que ficava em frente da TV. Como é que faz? Não tenho a menor ideia. Isso é trabalho para médicos, sociólogos, cientistas sociais, gente que estuda o assunto. A solução para um problema deste tamanho com certeza não vai sair de dentro da cabeça do Lula, do Flávio Bolsonaro, do Alcolumbre, do Kassio Nunes Marques e muito menos do Valdemar Costa Neto. Como já dizia o Barão de Itararé: de onde menos se espera é de lá que não sai nada mesmo. Marcelo Madureira é humorista do Casseta & Planeta e junto com o Hubert (também do Casseta & Planeta) produze conteúdo para o canal do jornalista Agamenon Mendes Pedreira no Substack. Chega lá e “assassina”. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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segunda-feira, 28 de setembro de 2026
#Agamenon: Jogo jogado
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