A obra, a técnica, os conflitos e a resultante visão de mundo que Kafka nos legou
͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏ ͏
|
|
|
|
Parte 2
Franz Kafka nasceu em 1883 e morreu em 1924. Nessas poucas décadas escreveu três romances (O processo, O castelo e América), dezenas de novelas e contos, parábolas bíblicas e o que ele chamou de “contemplações”, como Metamorfose, Um médico rural, A colônia penal, além de outros. Deixou um diário escrito entre 1909 e 1923, onde se lê observações pessoais, fragmentos do que viriam a ser contos ou romances, reflexões, dúvidas, auto-crítica. É encantador e dolorido ao mesmo tempo a leitura dos Diários, porque por um lado fica evidente a necessidade que ele tinha de escrever, e por outro, a profunda dúvida, quase desprezo pelo valor de sua escrita.
O impasse entre arte e trabalho laboral foi para ele um tormento perpétuo. Precisava do trabalho no escritório para seu sustento, mas também para não ter de pedir ajuda ao pai. Os clientes da Seguradora atendidos por ele ficavam encantados com a atenção que lhes dispensava. Era um funcionário exemplar. Mas não passava um dia sequer em que não lamentasse em seus Diários o tempo que isso roubava da escrita, tão indispensável como respirar. Quando não escrevo, estou morta, dizia Clarice. Era assim que ele se sentia.
Continue lendo este post gratuitamente no app Substack
|
|

Nenhum comentário:
Postar um comentário