Se Lula vencer as eleições deste ano, teremos mais quatro longos anos de petismo. Se Flávio vencer, provavelmente só sairia em 2034, quando usaria toda a máquina — e a estupidez dos bolsonaristas a seu favor — para eleger um dos irmãos, Carluxo, que ficaria até 2042. Daqui a duas décadas, o mesmo seria feito para a eleição de outro irmão, Bananinha, que se estenderia até 2050. Ainda teríamos mais um do clã sobrando, Jair Renan, que poderia ser eleito e reeleito pelos mentecaptos que votam 22 até 2058. No total, seriam 32 anos — ou 36, se contarmos o primeiro governo — de bolsonarismo. E isso sem levar em conta a Michelle no cálculo. Assine o NEIM e compartilhe o nosso conteúdo. O PT governou a nação por praticamente 20 anos. Eu estou com 45. Isso significa que, durante quase metade da minha vida — desde que me tornei adulto —, o Brasil esteve nas mãos do petismo. Daqui em diante— até eu ficar idoso — a política do país pode ser dominada pelo bolsonarismo. Metade da minha vida foi pautada por sindicalistas, estudantes de filosofia, ONGs e artistas da Lei Rouanet. Agora o resto dela, até meus 77 anos, está prestes a ser pautado pelas tias do Zap, pelos fiéis dos pastores de palanque e pelas viúvas da ditadura militar. Caros votantes de Flávio e de Lula, quero dizer uma única coisa: vocês estão em dívida comigo. Vocês me devem um país minimamente decente, no qual nunca tive a oportunidade de viver. Seu fanatismo transformou a minha vida numa sentença perpétua. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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sábado, 29 de agosto de 2026
#CartaAberta
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