A grande pergunta de Hannah Arendt não nasceu numa biblioteca, mas das ruínas. Como foi possível que a Europa de Goethe, Kant e Beethoven também tivesse produzido Auschwitz? Como sociedades que se julgavam o ápice da civilização foram capazes de transformar o assassinato em política de Estado e a barbárie em procedimento administrativo?
Poucos filósofos escreveram com um senso tão agudo de urgência histórica. Arendt pensava diante dos escombros, como alguém que recolhe pedaços de um mundo destruído para tentar compreender em que momento a humanidade perdeu o rumo.
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