Toda vez que entro em um avião fico ansiosa. Durante aquela confusão do embarque, um sentando no lugar errado de propósito, outro estacionado com sua maleta no corredor de 30 centímetros de largura, tudo me atrapalha. Afinal, tenho um objetivo e para atingi-lo, preciso estar no meu assento. Não é ansiedade devido ao voo, nem medo de ter esquecido alguma coisa (sou aquela que faz lista de listas) - é que preciso ver o mapa de voo. Desde que li pela primeira vez, há alguns anos, A ponte sobre o Drina, de Ivo Andric, tenho vontade de visitar Vishegrad, a cidade balcânica onde se passam 500 anos de história.
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