Arthur Schopenhauer olhou para o mundo com a impaciência dos que suspeitam até do chão em que estamos pisando. Foi um homem contra tudo: o otimismo dos metafísicos, a confiança hegeliana na racionalidade do real, a esperança progressista que faria da história uma promessa.
Ele ergueu uma filosofia sombria e bela: o mundo, dizia, é representação e vontade. Representação, porque tudo o que conhecemos aparece diante de nós como imagem ordenada pelo sujeito, filtrada por espaço, tempo e causalidade. Vontade, porque por baixo desse teatro de formas há uma força sem rosto, sem finalidade e sem repouso: o querer viver.
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