A Odisseia de Nolan é um exemplo prático do que Ortega y Gasset apontou no opúsculo A desumanização da Arte. A verdade é que, quando é preciso elogiar a questão técnica, o filme é uma verdadeira bosta.
Numa pintura, romance, peça de teatro ou filme, o espectador acompanha personagens, paixões e conflitos como se estivesse diante de fragmentos da vida. Ou seja, a obra de arte funciona como uma janela: olhamos através dela para alcançar uma realidade mais distante.
Esses filmes do Nolan, cheios de artifícios técnicos e conversa mole, garantem que o espectador não tenha a experiência de estar diante de fragmentos da vida, mas de um procedimento, um contexto, uma ideia...
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