#VorcaroParaTodoMunoDiante do dinheiro, a ideologia dos nossos políticos falam o mesmo idioma: o da baixa, viscosa e universal picaretagem
O caso Daniel Vorcaro expressa a essência da promiscuidade nacional. Extrema direita, extrema esquerda, centrão, centrinho, autoridades, partidos, gabinetes, todos se acotovelaram na fila da propina. Ninguém passou incólume pelas pelelecas e festinhas prevês com uiscadas, charutadas e beldades do leste europeu. O filme é bem pior do que a cine-idolatria bolsonarista, produzida pelo deputado da malhação. Se não fosse no Brasil, Vorcaro até poderia ser um exímio personagem de uma tragédia dionisíaca. Neste país injusto, pobre e amaldiçoado, o maior escândalo de corrupção da história poderia vir precedido das trombetas do apocalipse. Mas nossa história sempre acaba na pornochanchada. Nosso vilão não tem pudor. Além dos seus gostos buliçosos, tinha prazer em retribuir favores de forma hiperbólica na casa dos milhões. O dinheiro entrou e saiu por todas as portas, públicas e privadas. Liberais, intervencionistas ou estatizantes. Já não se trata de um escândalo porque todo mundo conhece bem os nomes dos envolvidos. Diante do dinheiro, a ideologia fala o mesmo idioma: o da baixa, viscosa e universal picaretagem. E a verdadeira tragédia é que a corrupção já nos desperta um sentimento familiar. Faz parte da nossa cultura, já está empregada na nossa vida. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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sexta-feira, 12 de junho de 2026
#VorcaroParaTodoMuno
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