*Por Amadeu Crisóstomo Depois de quase dois anos impedido de entregar meus relatórios por determinação das forças supremas, obtive, enfim, uma autorização provisória do Supremo Tentaculário Jusquimérico para retomar a divulgação do Tratado neste prestigioso sítio. A licença veio úmida e viscosa, como tudo o que escorre das repartições abissais. Foi-me concedida, naturalmente, pelo nobre amor à ciência. Há, em Lulil, uma conhecida veneração pelo conhecimento, sobretudo aquele que descreve algas, mede salinidades, enumera conchas e reconhece moluscos como grandes seres governativos. Retomo, portanto, meus relatos com a gratidão devida aos superiores organismos, pois as pesquisas no Reino de Lulil registraram, recentemente, um fenômeno de rara importância para a teratologia dos mares profundos. O cefalópode-mor falou aos pequenos numerídeos, animais jovens do Reino que foram premiados por sua habilidade de reconhecer erros, lidar com problemas e não aceitar resultados falsos apenas porque foram anunciados com solenidade. São criaturas que não aderiram ao polvo por completo, estão ainda em formação lulemática. Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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sexta-feira, 26 de junho de 2026
#ReinoDeLulil3
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