Reféns do bolsonarismo, Caiado e Zema parecem já ter desistido da campanha que sequer começou. Eles ousaram fazer uma crítica bastante tímida ao áudio de Flávio a Vorcaro, suplicando por 130 milhões de reais. Zema foi cancelado pelo próprio partido, que está mais interessado na campanha de Flávio do que na do ex-governador mineiro. Os diretórios regionais do partido Novo se apressaram a desautorizar o seu próprio candidato à presidência, para manter se manter como linha auxiliar do bolsonarismo. Caiado sequer tem um partido. Depois de ser boicotado no União Brasil, foi para o PSD na esperança de ser o candidato do Kassab. Mas o desempenho dos dois nas pesquisas demonstram que nenhum deles tem uma candidatura viável. Variam entre 3% a 5% dos votos, que representam uma pequena franja da direita que rejeita o Bolsonaro. Ontem, Caiado admitiu que pode virar candidato a vice de Zema. Os dois estariam conversando para unir as fraquezas numa chapa que já naufragou. Sempre houve espaço para uma candidatura alternativa. O problema é que ninguém teve coragem de se desvincular do bolsonarismo quadrúpede e construir a própria base. Ficaram todos parasitando a popularidade do Bolsonaro e hoje se tornaram reféns da horda de mentecaptos. Na esquerda ocorreu algo semelhante. Lula impediu qualquer vestígio de nova liderança que pudesse ameaçar a sua hegemonia. E, hoje, estamos nessa situação desoladora de ter de escolher o ladrão menos nocivo para os próximos 4 anos. O NEIM precisa do seu apoio para continuar Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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quinta-feira, 28 de maio de 2026
#RefénsDoBolsonarismo
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