Estou acampado desde a semana passada na porta do camarote VIP – Very Insignificant People – do show da Shakira. Sou convidado de honra para assistir ao imperdível espetáculo neste lugar privilegiado, situado a 5 quilômetros do palco onde a Mega Diva Shakira vai se apresentar. Quer dizer, talvez a Madonna Latina consiga cantar uma ou duas de suas canções. São tantos artistas convidados, DJs e VJs, além de outras participações especiais, que, de repente, nem vai dar tempo para a poderosa Shakira se apresentar no “mega stage”. Shakira é o triunfo do empoderamento da mulher feminista, filantropa e militante multimídia. Shakira forma a seleção mundial das mulheres-fêmeas junto com Beyoncé, Madonna, Lady Gaga, Taylor Swift, Anitta, Ludmila, Pabllo Vittar e Érica Hilton, que dominam a cena do show business global, para inveja da macharada misógina. Idolatrada pelo movimento LGBTQIA+ (principalmente os “+”), Shakira representa a resiliência do povo colombiano, antes conhecido apenas pelo narcotráfico e que hoje exporta outro tipo de “droga”. Vejam bem, não venham me cancelar só porque insinuei que a obra “shakirica” possa ser comparada com substâncias estupefacientes traficadas ilegalmente. Não é verdade, é muito pior. Mas o que interessa é que hoje tem Shakira na praia de Copacabana para uma multidão alucinada de mais de 2 milhões de pessoas que vão todas embora pra casa na mesma hora quando o show acabar. Aí é que começa “o meu momento”, quando poderei recolher milhões de latinhas de cerveja para vender no ferro-velho e assim garantir que, pelo menos esta semana, vai ter um pedaço de carne na mesa lá de casa. Agamenon Mendes Pedreira é jornalista empoderado. ____________________ Conheça o Substack do Agamenon 👇 Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura.
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domingo, 3 de maio de 2026
#Agamenon: Milk Shakira
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