Existe uma coisa chamada teto constitucional, que é o limite máximo de remuneração dos servidores públicos, que atualmente é R$ 46.366,19. Mas ontem o STF decidiu que, para eles, os Supremes, o teto pode ser rompido em até 70%. Antes da decisão, os penduricalhos poderiam elevar os salários em até 82% acima do teto, chegando a elegantes e cabalísticos R$ 78.822,32. E eles acham que nós, que pagamos a conta, ainda saímos no lucro. Nossa justiça é a mais cara e menos produtiva do mundo. E, provavelmente, a mais corrupta. Nos últimos anos, não faltaram escândalos de vendas de sentenças, decisões duvidosas que privilegiam a roubalheira, além de sociedades e contratos obscuros com banqueiros investigados por lavagem de dinheiro. Seguimos, então, entre a virtude proclamada nos votos cheios de retórica vagabunda, e a prática indecorosa que já nem tentam justificar. Porque o Poder que deveria defender a Constituição é o primeiro a pervertê-la em proveito próprio. Segundo a Folha, 6 dos 10 Supremes receberam penduricalhos milionários. Mas o teto constitucional continua existindo lá no art. 37, alínea XI, como algo decorativo, como um mero latim do espírito, como um altar moral solene, porém, meramente figurativo. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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sexta-feira, 27 de março de 2026
#VergonhaAcimaDoTeto
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