Parte 3 Philip Roth não procurava polêmica, mas ela sempre o encontrava. Desde seus primeiros livros, havia aqueles leitores que só viam o que os incomodava — confesso que eu teria sido um deles, se tivesse idade para dar palpite - mas, por sorte, também havia aqueles que enxergavam além. Chamava a atenção pela abordagem crua e sem empatia a experiência do imigrante judeu e seus filhos e netos americanos. É muito fácil entender o conflito entre gerações nessa situação, onde a que chega luta para conservar suas tradições e a que já nasce no novo país luta para se amalgamar e despir seus traços estrangeiros. Roth apresentou protagonistas desta geração ou da seguinte, para quem as tradições amadas pelos velhos pareciam ridículas. Suas reações beiravam o auto-ódio. Vamos combinar que não é fácil ser judeu em lugar nenhum, mais difícil ainda fora de Israel. Ninguém quer ver sua comunidade retratada dessa forma, muito menos uma comunidade que a cada tantas décadas é perseguida e expulsa, quando não aniquilada. O parente literário brasileiro mais próximo a Philip Roth é Jacques Fux, escritor, pesquisador, professor e tradutor, nascido em Belo Horizonte em 1977. Formado em Matemática, Mestre em Ciência da Computação, Doutor em Literatura Comparada pela UFMG e Docteur em Langue, Littérature et Civilisation Françaises pela Université de Lille, na França; foi pesquisador visitante em Harvard, entre 2012 e 2014. É também Pós-doutor em Teoria Literária pela Unicamp e pela UFMG. Proferiu palestras e deu aulas nas principais universidades do mundo, entre elas Harvard, MIT, Boston University, Cornell, Universidade de Estocolmo e Sorbonne... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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segunda-feira, 23 de março de 2026
#Literatura: Nós, americanos
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