Todos nós sabemos que a democracia é um objetozinho precioso, bem guardado num cofre no subsolo da Corte dos Supremes. Para render dividendos desse lindo tesouro, o Brasil passou a operar numa espécie de Pirâmide Ponzi institucional. No topo, os suprêmicos emitem promessas de abundante democracia sem lastro na lei, a partir do mais sábio e singelo arbítrio, ou melhor, respeito ao rito. A imprensa atua como a corretora desse ativo, garantindo a cotação da imagem suprêmica, mas só enquanto os dividendos de influência permanecem alinhados. Na base dessa pirâmide, os milhões de pagadores de impostos oferecem a audiência e a passividade bovina que financia o esquema todo. Diante de um cofre escancarado e que parece completa e perfeitamente vazio, os nossos suprêmicos, com as togas imundas e puídas de quem passou a noite na orgia, ou melhor, na guerra pela democracia, precisam se manter firmes e fortes na pose de guardiões do tesouro. Muita gente até enxerga no vácuo do cofrinho uma estrelinha democraciosa brilhando. Como o brasileiro não desenvolveu muito bem a republicanice, nem o hábito coletivo da autocontenção, é preciso um poder poderoso para nos guiar e controlar. Aceitamos isso com bastante alegria subserviente... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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domingo, 8 de março de 2026
#FiadoresDaDemocracia
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