No outono de 2021, enquanto a Europa ainda operava sob a suposição de estabilidade estratégica, um telefonema silencioso condensava o que viria a ser a ruptura mais grave da ordem continental desde a Segunda Guerra. De um lado da linha, William Burns, diretor da CIA, enviado por Joe Biden a Moscou; do outro, Vladimir Putin, isolado, distante, imponderável. Burns não encontrou um interlocutor aberto à dissuasão, mas um líder já convencido de sua própria narrativa — a de que a Rússia estava cercada, vulnerável e obrigada a agir. Ao retornar a Washington, Burns trazia mais do que impressões. Estava convicto de que a invasão da Ucrânia era inevitável. A longa matéria feita pelo The Guardian reconstrói esse período como um raro caso de acerto antecipado da inteligência ocidental. EUA e Reino Unido identificaram não apenas a possibilidade, mas a intenção concreta de uma invasão em larga escala. Satélites mostravam movimentação massiva de tropas; interceptações indicavam preparativos incompatíveis com exercícios militares; sinais políticos e logísticos apontavam para algo maior que uma operação limitada no Donbass. Ainda assim, o que parecia evidente em Washington e Londres soava implausível em Paris, Berlim e até em Kiev... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026
#Interlúdio: A guerra inevitável
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