Quando Vladimir Putin se oferece como mediador da crise do Irã, todo mundo se ajeita na cadeira, dá um sorrisinho irônico e se pergunta onde o mundo vai parar. Os jornais europeus trataram o anúncio com aquela ironia que só o Velho Continente domina: ninguém ri, mas todos entenderam a piada. O mediador que pede calma aos outros é o mesmo que joga bombas no quintal alheio. A contradição não é o problema. Mas o costume. Essa diplomacia déjà-vu. O mesmo personagem, a mesma estratégia, a mesma conversa mole. Mas Putin entra em cena num teatro que já acabou. E com o filme queimado. Já foi a época em que colocava medo em alguém. Penando há quatro longos anos numa campanha militar que ele jurava que duraria 2 ou 3 semanas, só sobrou a ele mendigar atenção. A Rússia de hoje já não é mais aquela potência temida. É apenas um limbo diplomático para foragidos internacionais e ditadores depostos. No fundo, o que estamos presenciando é um pedido de inclusão. Se fosse no mercado corporativo, poderíamos dizer que Putin busca uma recolocação profissional. Incompetente na guerra, inicia um rebranding como um mensageiro da paz. Quem leva a sério? Nesse jogo de cena, Putin já não engana mais ninguém. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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domingo, 18 de janeiro de 2026
#PutinDaPaz
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