#OFimDosAiatolásO Irã entre a exaustão do poder fundamentalista religioso e a incerteza de um futuro revolucionárioO Irã atravessa um dos momentos mais críticos desde a Revolução Islâmica de 1979. Há 2 meses o país sofre com protestos cada vez maiores, iniciados por uma combinação de colapso econômico, repressão política e exaustão social. As manifestações foram recebidas pelo Estado com violência sistemática, prisões em massa e bloqueios de internet. A resposta do regime confirma aquilo que seus próprios atos há décadas evidenciam: trata-se de um poder teocrático, corrupto e sustentado pelo medo, incapaz de tolerar dissenso e de oferecer qualquer horizonte de prosperidade à sua população. A repressão não é episódica, sempre foi estrutural. Sob a autoridade do líder supremo Ali Khamenei, forças de segurança atuam com licença para matar, enquanto tribunais revolucionários aceleram condenações sumárias. O corte recorrente da internet e a censura à imprensa são instrumentos para ocultar mortes e torturas, não para restaurar a ordem. O regime governa pela negação de direitos básicos, convertendo a lei religiosa em arma política contra mulheres, jovens e opositores. A crise econômica aprofunda a ruptura entre Estado e sociedade. Inflação elevada, moeda desvalorizada e corrupção endêmica corroem o cotidiano, enquanto recursos públicos são drenados para aparelhos repressivos e para a projeção de poder regional por meio de milícias e grupos armados aliados. Ao priorizar aventuras externas e o financiamento do terrorismo, o regime sacrifica o bem-estar interno e condena milhões à precariedade. No plano internacional, a natureza do regime iraniano também se revela. Teerã combina retórica agressiva com ações terroristas indiretas que desestabilizam o Oriente Médio, ao mesmo tempo em que pretende negociar o fim das sanções sofridas por desrespeitar os direitos humanos. A comunidade internacional já compreendeu que concessões ao autoritarismo teocrático ao invés de produzirem moderação, produzem impunidade. Por isso que, neste momento, apoiar o povo iraniano que luta nas ruas pela liberdade é mais uma obrigação moral do que estratégica. Defender a queda desse regime não é ingerência, é solidariedade com um povo que há anos paga o preço de uma teocracia fundamentalista falida. Dos protestos que levaram milhares às ruas após a morte de Mahsa Amini, punida pelo regime por não usar um véu, às mobilizações atuais que já duram 2 meses, os iranianos demonstram que não aceitam mais a tirania dos aiatolás. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
Total de visualizações de página
segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
#OFimDosAiatolás
Assinar:
Postar comentários (Atom)



Nenhum comentário:
Postar um comentário