Duro feito pedra, Frágil feito pólenSe você mora em Goiânia e região, anote na agenda: lançamento do novo livro do escritor Adalberto de Queiroz acontece dia 29/01!O poeta e jornalista Adalberto de Queiroz lança no dia 29 de janeiro (quinta-feira), às 19h, na Livraria Palavrear (Rua 232, 338 – Setor Leste Universitário), em Goiânia, o livro Duro feito pedra, Frágil feito pólen, pela Editora Bula Livros. A entrada é gratuita. Com 224 páginas (1ª edição, 2025), Duro feito pedra, Frágil feito pólen reúne poemas de quatro títulos centrais da trajetória do autor — O Rio Incontornável, Destino Palavra, Cadernos de Sizenando e Frágil Armação. A seleta apresenta a obra por um ângulo pouco comum: em vez de seguir uma ordem cronológica, reorganiza os textos por afinidades e tensões, aproximando fases distintas para evidenciar continuidades de linguagem, temas e procedimentos. A seleção é assinada pelo poeta Carlos Willian Leite, que propõe iniciar o percurso pelo ponto em que a dicção está mais depurada e consciente de seus próprios limites e, a partir daí, recuar às camadas anteriores. A operação não busca explicar a obra, mas oferecer um trajeto de leitura: primeiro o que permanece, depois as tentativas que antecedem a forma. A apresentação define esse gesto como o esforço de nomear o indizível — ou, ao menos, falhar com elegância. No conjunto, reaparecem os eixos que atravessam a poesia de Queiroz: a infância e o interior; a cidade e seus restos; o trânsito entre silêncio, oração e cotidiano; e uma atenção constante ao limite da palavra. A imagem da travessia é um dos fios condutores do livro, muitas vezes associada ao rio — não como paisagem, mas como modo de pensar tempo e memória. O diálogo com a tradição literária surge como escuta, sem citação ornamental, convivendo com um retorno frequente ao concreto: cenas domésticas, imagens mínimas, gestos cotidianos. Em “Lições”, por exemplo, o poeta resume seu método com sobriedade: “o poema é invenção da mente e repousa sob um teto”. Em outro trecho, a voz cruza passado e presente com precisão direta: “Eu sou esse menino no corpo do velho d’agora. / Sou o que vi”. A seleta evidencia uma escrita que não procura encobrir o desgaste do tempo nem oferecer sínteses fáceis, mas encarar o que permanece — lembrança, perda, leitura, ruína. O livro se encerra com um ensaio do crítico literário Carlos Augusto Silva, que lê a obra de Adalberto de Queiroz como poesia de rigor formal e inteligência crítica, sustentada pela tensão entre resistência e fragilidade. O texto acompanha como o autor trabalha tradição e memória sem transformá-las em nostalgia e aponta o jogo entre “duro” e “frágil” como forças complementares na construção dos poemas. O lançamento de Duro feito pedra, Frágil feito pólen, acontece no próximo dia 29 de janeiro (quinta-feira), 19h na Livraria Palavrear – Rua 232, 338 – Setor Leste Universitário – Goiânia (GO) — (62) 3086-3204 Contato (autor) Nome: Adalberto de Queiroz ** O senhor(a) é atualmente um(a) assinante gratuito(a) de Livraria Trabalhar Cansa. Para uma experiência completa, faça upgrade da sua assinatura. |
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segunda-feira, 26 de janeiro de 2026
Duro feito pedra, Frágil feito pólen
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