Silvio Santos dizia que a Globo tinha se tornado a emissora número um, toda poderosa, por ter acertado na dramaturgia. Mas a dramaturgia da Globo passou a ser bem questionável de uns anos para cá. As interpretações estão cada vez mais caricatas e os textos cada vez mais sem pé nem cabeça. Não perdeu apenas qualidade, mas também a dignidade. Uma das cenas finais da novela Vale Tudo, um remake que nem deveria ter sido feito, “plagiou” a propaganda do governo Lula, como apontou o advogado André Marsiglia. A cena não é apenas ruim. É constrangedora. Confunde contar uma boa história com a propagação de um bom-mocismo, com um discursinho moralista e enfadonho, com uma musiquinha triste que vai subindo até chegar triunfal no clichê dos clichês: “o Brasil não pode ser mais o país do futuro. Tá na hora do Brasil ser o país do presente”. Mas o país do presente é dominado pelo crime organizado e governado por uma organização criminosa. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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segunda-feira, 20 de outubro de 2025
#OPaísDoPresente
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