Nesta semana recebemos mais livros na [trabalhar cansa] do que cabe neste boletim! Por isso convidamos vocês a seguirem nossa página no Instagram, pois lá postamos todos os livros que chegam em nossa livraria, além, claro, daqueles autores e títulos que gostamos, adoramos - e um ou outro que é só pra vender mesmo, sabem como é, vender livros não é fácil, temos que apelar de vez em quando! Sério mesmo, nos sigam lá!! Mas vamos ao que importa, eis os títulos que chegaram que achamos que vocês, leitores, vão se interessar! Ah, tem uma novidade chegando aí, leiam até o final deste boletim! ** A economista americana Deirdre McCloskey advoga a defesa do liberalismo em seu mais recente livro, Por que o liberalismo funciona, publicado pela editora Record), tende escrito mais de duas dezenas de livros onde aborta assuntos como economia, história da economia, liberdade, etc, e é considerada uma herdeira direta de Isaiah Berlin (não é acaso ela ocupar a Cátedra Isaiah Berlin de Pensamento Liberal no Cato Institute em Washington DC!) Por que o liberalismo funciona chega em boa hora, visto a enxurrada de ataques que as ideias liberais andam a sofrer nas últimas décadas, tando da esquerda mais tacanha quanto da direita mais reacionária. Defensora do liberalismo clássico, ela concentra sua crítica aos “liberais” e o conservadorismo dos “estatistas de direita”. Para ela, o verdadeiro liberalismo é uma tradição intelectual e moral que favorece a inovação, o crescimento econômico e o desenvolvimento humano. Trata-se do liberalismo moderno verdadeiramente humano, que segue a máxima de Adam Smith: “permitir que todo homem persiga seus próprios interesses à sua maneira com base no plano liberal”. ** Na tradição de Frederic Jameson e Mark Fisher, eis Imediatez: ou o estilo do capitalismo tardio demais, de Anna Kornbluh, unindo análise econômica e crítica cultural, Anna Kornbluh identifica que os valores que marcam a paisagem cultural hegemônica do nosso tempo não apenas são enganosos — um estilo caracterizado por uma pretensa “ausência de estilo” —, como são imperativos decalcados da nova fase que o capitalismo ingressou nas últimas décadas. O esforço de Kornbluh é buscar nas esferas culturais uma análise sobre nosso momento histórico e sócio-econômico. Na mira de Kornbluh estão as séries que maratonamos, os arroubos marqueteiros de sinceridade e autenticidade, e o advento da “autoficção” ultrainvididualista como única forma “real” e válida de literatura. ** Fotografia e literatura se unem em dois livros que dialogam entre si, tanto em forma quanto em conteúdo. Histórias reais e O uso da foto, de Sophie Calle e Annie Ernaux (junto com Marc Marie) respectivamente, são exemplos perfeitos daquilo que o crítico Jean-Pierre Montier define como fotoliteratura, onde palavra e imagem se encontram para criar novas formas de narrativa. Segundo Montier a fotografia desafia a literatura a reinventar suas linguagens, enquanto o texto abre caminhos para novas interpretações da imagem. É esta reinvenção de linguagens que encontramos nestes dois livros dessas autoras francesas. Em Histórias reais, Sophie Calle convida o leitor a espiar pequenas janelas de sua vida, por meio de relatos breves, acompanhados de fotografias que funcionam como pistas visuais ou comentários silenciosos. São fragmentos de memória que transitam entre o banal e o perturbador, entre o cômico e o trágico, compondo um mosaico de experiências em que o cotidiano se torna surpreendente e o íntimo adquire um alcance universal. As narrativas exploram temas como amor, perda, relações familiares e amorosas, encontros e desencontros, solidão e exposição de si mesma. Já em O uso da foto encontramos Annie Ernaux, que ao mesmo que inicia um tratamento de câncer de mama, começa a se relacionar com o fotógrafo e jornalista Marc Marie. Numa atmosfera que mescla o medo da morte com um forte impulso de vida, os dois passam a fotografar suas roupas que foram abandonadas pelos cômodos da casa antes do sexo. Debruçando-se sobre as catorze fotografias feitas no decorrer no período, Ernaux afirma que registrar tais vestígios de amor era como ter uma prova de que ainda estava viva. E diante da possibilidade da morte, ela passa a buscar uma forma literária que abarque toda sua biografia, a qual culminará em Os anos, sua obra magna escrita imediatamente depois deste O uso da foto. ** Pronto, essas são as dicas da semana que vocês podem comprar pela nossa loja online ou pelo WhatsApp (11) 97860-6565 Caso não encontrem o livro que procuram em nossa loja online, entrem em contato pelo nosso WhatsApp (11) 978606565 ** E uma notícia quentíssima! Em breve iniciaremos as inscrições para o nosso segundo Encontros: A Arte de Ler - ‘o importante é prestar atenção’. A curadoria e os encontros estão sob a batuta um dos grandes escritores de nossa geração, aguardem que logo teremos mais informações. ** Apoie nosso projeto cultural, nossa livraria. Algumas maneiras simples de ajudar:
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sábado, 18 de outubro de 2025
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