Já estamos acostumados com a relação promíscua de políticos, magistrados e empresários, com suas negociações nada institucionais, pautadas por atalhos na burocracia, vantagens indevidas, tratamentos privilegiados e uma longa lista de facilidades para driblar os trâmites e as regras estabelecidas. Também já nos acostumamos com o fato de eles nunca terem nada a declarar. A “institucionalidade brasileira” sempre tratou o público como se fossem suas propriedades privadas, por isso eles acham que não nos devem explicações. Quando apanhados em maracutaias, o membros da aristocracia política, judiciária e empresarial brasileira preferem acusar a imprensa ou a extrema-direita internacional. Às vezes aparece alguém com uma legitimação filosófica preventiva para toda a picaretagem, como o axioma memorável daquele ilustre jurista do grupo prerrogativas, cujo nome eu me esqueci e não vou me dar o trabalho de lembrar: “o crime já aconteceu, de que adianta punir?”. É verdade que a corrupção é tão antiga quanto a invenção do homem. Na época de Platão, já era tema recorrente. Na República, ele chega a dizer que as democracias podem sofrer com a corrupção generalizada, a ponto dela se tornar não apenas visível, mas tolerada e até mesmo celebrada (Cf. Cap. VIII, 555-557d.) Aí, não se tem mais nada a declarar. Mas a democracia está em crise desde a sua invenção. E sempre que ela se torna disfuncional e corrupta, o povo acaba apoiando soluções populistas e violentas. Então, citando novamente a República, “uma vez desatada a luta pelo poder, ela trará consigo a ruína dos governantes e também da nação” (521a). Diferente da nossa institucionalidade ciminosa, os antigos gregos sempre tiveram algo a declarar. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. |
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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026
#NadaADeclarar
#AtéTú,Meirelles?
#AtéTú,Meirelles?O antissemita sempre se disfarça de justiceiro, mas a máscara sempre cai.
Segundo o Estadão: oitenta profissionais do cinema, incluindo Fernando Meirelles, questionaram em carta o Festival de Berlin por seu “silêncio” sobre Gaza. Justo em Berlin, a capital do país que cometeu o Holocausto. Por que esses oitenta cineastas também não questionaram em carta o governo do Irã no assassinato de seus cidadãos? Por que esses oitenta cineastas não questionaram em carta o Hamas por não investir no cinema em Gaza? A gente sabe por quê. ASSINE o NEIM. Precisamos da sua assinatura para continuar revelando o que as notícias escondem. Atualmente, você é um assinante gratuito de Não É Imprensa. Para uma experiência completa, atualize a sua assinatura. © 2026 Não é Imprensa |
#SambaDoDescondenado
#SambaDoDescondenadoCarnavalescos e suprêmicos estão em plena harmonia. Olê Olá, fazer de Lula o Carnaval não é crime eleitoral
Até onde se sabe, o Carnaval deu seus primeiros suspiros como uma festa para celebrar ladrões e vagabundos. Só muito mais tarde, em uma espécie de gentrificação moral, a festa passou a privilegiar os pobres, os escravos e as minorias oprimidas como protagonistas do folclore. Por isso, foi fácil para o Brasil virar o país do Carnaval em toda a sua essência mais consistente possível... É difícil compreender, portanto, o motivo da imensa celeuma que se criou em torno daquela escola de samba. Será que é propaganda eleitoral? ... Assine Não É Imprensa para desbloquear o restante.Torne-se um assinante pagante de Não É Imprensa para ter acesso a esta publicação e outros conteúdos exclusivos para assinantes. Uma assinatura oferece a você:
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